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SUPERAÇÃO: Faltavam só mais 15 km, diz homem após desistir de carregar cruz no RS

29/10/2013 06:49

Alex da Rosa percorreu mais de 100 km em busca da cura da filha. Bebê sofre de doença degenerativa e tem expectativa de vida reduzida.

A dor nos pés e nas pernas levou o servente de pedreiro Alex da Rosa, 34 anos, a desistir da peregrinação por uma rodovia do Rio Grande do Sul. Com uma cruz de dois metros nos ombros, ele percorreu mais de 100 quilômetros a pé em busca de ajuda para a filha de nove meses, diagnosticada com uma doença degenerativa.

Alex parou de caminhar na madrugada deste domingo (27), quando faltava pouco para concluir o trajeto. Ele saiu de Lajeado na última quinta-feira (25) disposto a percorrer os 122 quilômetros que separam a cidade do Vale de Taquari de Porto Alegre, pela BR-386. Decidiu parar em um posto de gasolina em Canoas, já na Região Metropolitana.

Servente de pedreiro saiu de Lajeado com destino
a Porto Alegre (Foto: Rodrigo Martini/Jornal A Hora)

“Não é que eu desisti, é que meus pés arrebentaram e eu não aguentei mesmo. Faltavam só mais 15 quilômetros. Tentei, mas vi que, se continuasse, pararia no hospital por causa do meu pé e minha perna. A mente estava boa, mas o corpo não ajudou”, relatou Alex ao G1.

Um homem que Alex conheceu pelo caminho o levou de volta para casa de carro. O servente de pedreiro diz que contou com a solidariedade de muitas pessoas durante a empreitada e que recebeu diversas ligações telefônicas, algumas com ofertas de doações para ajudar no tratamento de Pamily, a filha que sofre de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Não aceitou.

“Não fiz por dinheiro e nem para aparecer. Várias pessoas me ligaram oferecendo doações e recusei. Só quero que alguém leve minha filha a algum lugar para conseguir alguma resposta, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, ou algum outro lugar do país. Só quero a cura da minha filha”, disse o servente de pedreiro, confiante em uma graça divina.

 

Somente a mulher dele, Elizabete Rodrigues, 43 anos, sabia da peregrinação. O casal já perdeu uma filha há cinco anos em decorrência da mesma doença, de origem genética. A mulher diz que já buscou tratamento para a menina, mas os médicos disseram que não há cura para a doença e que ela viveria, no máximo, até os quatro anos. O casal tem mais dois filhos, ambos saudáveis. Para quem quiser oferecer ajuda, o telefone de contato é (51) 9943-0174.

Fonte: RBS

Post. Eloídes Nunes.

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