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PLANTÃO POLICIAL: Operação Leite Compen$ado 3: preso transportador de leite

07/11/2013 15:07

A Operação Leite Compen$ado 3, desencadeada nesta quinta-feira, 7, em Três de Maio, prendeu em flagrante o transportador de leite A.J.R., 31, por posse ilegal de um revólver calibre 32. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia da cidade. Também, foram apreendidos, durante o cumprimento dos cinco mandados de busca e apreensão, 50 litros de água oxigenada, 100 litros de soda cáustica, 50 litros de um tipo de ácido ainda não especificado e um saco de aproximadamente 12 quilos de bicarbonato de sódio. 

A partir dos depoimentos que serão coletados nos próximos dias, os Promotores de Justiça da Especializada Criminal, Mauro Rockenbach, e de Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, pretendem determinar de que maneira esses produtos eram adicionados ao leite cru. Também foram apreendidos três caminhões, cujas amostras de leite foram coletadas pelos técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para análise pelo laboratório da Univates, credenciado junto ao governo federal. 

Foram encontradas, na residência de A. R., diversas notas fiscais comprovando a compra dos produtos químicos em nome dele. Uma delas, inclusive, estava na churrasqueira, onde seria, posteriormente, queimada. Ainda, havia 64 talões de produtor, que deveriam estar junto aos produtores de leite, e não com o transportador. Há indícios de que a quadrilha chefiada por R. comprava o leite dos agropecuaristas em menor quantidade e por menos preço do discriminado nas notas apresentadas à indústria. 

Conforme as investigações, o transportador de leite A.J.R., de 31 anos, chefia uma quadrilha composta pela esposa dele, R.D., de 32, e pelos seus sobrinhos, R.C.B., 27, e L.R.B., 26. R. e L. são os motoristas do grupo, enquanto R. é sócia de A. em duas empresas e proprietária de todos bens adquiridos através do crime. Dentro de um galpão improvisado na residência da mãe de A., foram localizados três refrigeradores clandestinos, utilizados para fraudar o leite. Eles foram lacrados pelo MP. 

Também participou da Operação o Promotor de Justiça de Três de Maio Pablo da Silva Alfaro, técnicos do Mapa e fiscais da Receita Estadual. 

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Post. Eloídes Nunes.

Deflagrada terceira fase da Operação Leite Compen$ado

Nesta quinta-feira, 7, o Ministério Público deflagrou, na cidade de Três de Maio, Noroeste do Estado, a terceira fase da Operação Leite Compen$ado. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro locais. Entre o material recolhido estão anotações, notas fiscais e documentos, além de produtos químicos. Também há mandados de busca e apreensão contra três caminhões de transporte de leite. A ação tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Receita Estadual. Coordenam os trabalhos o Promotor de Justiça da Especializada Criminal Mauro Lucio da Cunha Rockenbach, o Promotor de Justiça da Especializada de Defesa do Consumidor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho e o Promotor de Justiça de Três de Maio Pablo da Silva Alfaro. 

Conforme as investigações, o transportador A.J.R, de 31 anos, chefia uma quadrilha composta pela esposa dele, R.D., de 32, e pelos seus sobrinhos, R.C.B. e L.R.B. Os dois últimos são os motoristas do grupo, enquanto R.D. é sócia do marido e proprietária de todos os bens adquiridos através do crime. 

A quadrilha adicionava produtos químicos ao leite in natura com a finalidade de mascarar a adição da água e aumentar o volume do produto final para, com isso, elevar a lucratividade. Isso causa redução do valor nutritivo do leite e sérios riscos à saúde dos consumidores. Além disso, eles também acresciam peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para elevar a durabilidade do leite, já que o produto químico atua como bactericida. Na prática, o grupo comprava leite prestes a vencer por preço até 50% inferior ao do mercado e, após a manipulação com o peróxido de hidrogênio, repassava para a indústria. O produto elimina as vitaminas A e E e, em altas concentrações, prejudica a flora intestinal. 

A.J.R construiu um galpão com portão de correr para que os caminhões, assim que entrassem, fossem escondidos. Isso serviu para despistar a movimentação logo depois da primeira fase da Operação Leite Compen$ado. Nos 15 dias subsequentes à ação, as atividades da quadrilha foram paralisadas. 

A fraude foi detectada a partir de informes da Laticínios Bom Gosto (Grupo LBR) ao MP, a partir da assinatura de TAC para a melhoria do controle de qualidade do leite recebido. Três relatórios do laboratório da Univates, credenciado pelo Ministério da Agricultura, apontaram presença de água oxigenada, o que é proibido pelas normas da Anvisa. De acordo com os laudos de condenação de carga de leite da Laticínios Bom Gosto, duas delas, transportadas pelo Transportes Reidel & Dias Ltda, foram rejeitadas em 12 e 15 de outubro devido à presença de peróxido de hidrogênio. A Comércio de Laticínios Mallmann Ltda rejeitou uma carga em 14 de outubro. No laudo, a empresa afirma: “lembramos que análise positiva para peróxido de hidrogênio é fraude. Por meio da adição de peróxido de hidrogênio (Água Oxigenada), uma ação fraudulenta ao leite, busca conservar suas propriedades físico-químicas, inibindo o desenvolvimento de microrganismos contaminantes. Esse tipo de fraude mascara deficiências da higiene nas etapas de ordenha, acondicionamento e transporte”. 

Conforme relatório da Receita Estadual, A.J.R foi o responsável, no último ano, pela compra de 25 kg de bicarbonato de sódio, 400 kg de hidróxido de sódio e 110 kg de peróxido de hidrogênio. O Promotor Mauro Rockenbach se deslocou para a região ainda durante o final de semana para acompanhar a movimentação do grupo, bem como a realização de testes laboratoriais. Um braço do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) foi enviado para o município de Boa Vista do Buricá, vizinho a Três de Maio, onde foram feitas análises para a detecção de água oxigenada e outros solutos no leite coletado dos transportadores.

 

Fonte: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Post. Eloídes Nunes.

 

 

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