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ECONOMIA: Noroeste do RS é rota de entrada no país de cigarros contrabandeados

15/09/2013 10:56

O contrabando de cigarro aumentou no Rio Grande do Sul. Em oito meses, foram apreendidos 2 milhões de maços, quase todo o volume registrado no ano passado, segundo a Polícia Federal (PF). A Região Noroeste é a principal rota de entrada do produto ilegal no estado.

O cigarro contrabandeado é encontrado facilmente em bares de Santa Rosa, no Noroeste do estado. A mercadoria é mantida em lugares escondidos, mas basta pedir aos vendedores para comprar. “Qualquer armazém, botequinho, consegue. Se quiser cinco pacotes, 10 pacotes, consegue”, diz um homem, que pediu para não ser identificado.

Ele consome mais de duas carteiras de cigarro por dia. Para não comprometer o orçamento, há mais de cinco anos, compra cigarros contrabandeados do Paraguai. Por não pagar impostos, o produto chega a ser até 50% mais barato do que o cigarro fabricado no Brasil.

O cigarro paraguaio passa pela Argentina e entra no Brasil de barco pelo rio Uruguai. A mercadoria chega ao país através de portos clandestinos. Segunda a Polícia Federal, cerca de 60% da carga vai para o Uruguai e o restante fica no mercado brasileiro.

Na última semana, a Brigada Militar fez três grandes apreensões na região da Fronteira Noroeste: 374.500 maços de cigarros estavam sendo transportados sem nenhum disfarce em caminhões. A ousadia dos contrabandistas chamou a atenção das autoridades.

De acordo com o Comando da Brigada Militar, uma nova estratégia está sendo usada para coibir o crime. A polícia reduziu as abordagens na fronteira e passou a monitorar os pequenos transportadores, que levam a mercadoria até os caminhões. “A fim de que a gente prenda o grande transportador deste tipo de contrabando”, explica o capitão Paulo Kunkel.

Só na região de Santo Ângelo, em uma área de 300 quilômetros de fronteira foram apreendidos neste ano 161 mil pacotes de cigarro, mais do que o dobro de todo o volume apreendido no ano passado. No total, 46 pessoas já foram presas na região. 

De acordo com a PF, as penas consideradas brandas para este tipo de crime estimulam os contrabandistas. “Eles entendem que a pena aplicada não é tão severa como em outros crimes como, por exemplo, tráfico de drogas. Então, acaba sendo compensador se arriscar por uma pena menor para cometer este crime”, diz o delegado Santos Juliano Zorzan.

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) estima que 30% dos cigarros consumidos pelos brasileiros entrem ilegalmente no país. “(O contrabando) gera uma evasão de imposto muito grande, já calculada em R$ 3 bilhões. É uma concorrência desleal com as empresas aqui constituídas, que tem todo um controle rigoroso dos produtos feito pela Anvisa”, diz o presidente do sindicato, Iro Schünke.

 

FONTE: G1 - RS

Post. Eloídes Nunes.

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