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ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO: Conselhão reúne mais de 500 pessoas para debater Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi - RS

04/10/2013 21:34

Mais de 500 pessoas participaram do Diálogos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES-RS, em Santa Rosa, sobre a construção do Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi, realizado na manhã desta sexta-feira (04). “O objetivo do Governo Estadual é ouvir as demandas das comunidades da região que será abrangida pelo complexo”, informou o secretário-executivo do Conselhão, Marcelo Danéris, que coordena a atividade. 

“Não há nada decidido sobre as barragens. Estamos fazendo estudos e depende do nosso diálogo”, disse o diretor de Geração da Eletrobrás, Valter Luiz Cardeal de Souza, ao fazer a apresentação sobre o projeto binacional.  

Este empreendimento envolve os governos do Brasil e da Argentina. Segundo a Eletrobrás, o Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi tem previsão de gerar 2,2 mil MW, energia que será igualmente dividida entre os dois países. O projeto terá um custo estimado de US$ 5,2 bilhões. A previsão é alagar áreas em 19 municípios nas regiões Noroeste e Missões e atingir mais de 10 mil pessoas. 

O governo gaúcho formou um grupo de trabalho para dialogar com a comunidade, buscar minimizar impactos ambientais e potencializar os benefícios econômicos e sociais das atividades relacionadas à construção. O grupo de trabalho formado por integrantes de 17 órgãos do Executivo foi criado a pedido do governador Tarso Genro pelo Decreto nº 50.017, de 9 de janeiro de 2013. 

“A região tem de estar junto para defender seus interesses. Os empregos serão temporários e os melhores não serão daqui. Toda a negociação e os direitos das pessoas têm que estar negociados e escritos e o destino tem que estar resolvido antes do início das obras”, declarou o secretario estadual de Desenvolvimento Rural, Ivar Pavan, que foi um dos fundadores do Movimento dos Atingidos por Barragem na década de 80. Ele ressaltou que o governo brasileiro não é contra a construção da barragem porque, na hora do apagão, é o Governo Federal que tem de responder, mas a negociação deve ser coletiva e a indenização, individual.

 

Fonte: Secom - Governo do Estado do RS

Post. Eloídes Nunes.

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