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ECONOMIA: Desenvolvimento da Região Noroeste do Estado do RS e de Crissiumal sem demagogia¹ – RS

06/10/2013 22:39

Em meio de muitos interesses inclusive o meu. Tenho amor a essa terra e clamo por um grito de inteligência. E não ao jogo de interesses eleitoreiros e demagogia¹ de políticos.

Viver a história é muito bom. Lembro muito bem poucos anos atrás, intelectuais e administradores de Crissiumal, falavam e murmuravam que fazer uma ligação asfáltica aqui seria abrir as portas para bandidos vir assaltar a cidade. “que inocência”. Mas assim o diziam. E hoje imploram por asfalto melhores.

Agora a única oportunidade de deixarmos de sermos um canto no estado esquecido onde muitos dizem que aqui é o fim do mundo e sermos um corredor de desenvolvimento, um corredor hidrográfica, grande produtor de pescado e energia limpa e renovável.

Pensamos mais longe, uma ponte internacional sobre essas barragens como consta nos projetos, ligação asfáltica entre essas cidades, Crissiumal a Horizontina, Crissiumal a Tiradentes do Sul, Crissiumal a Nova Candelária, Crissiumal a Humaitá, sonhando um pouco mais uma ponte na Barra do Guarita - RS com Itapiranga – SC. Com esse corredor internacional nossa região celeiro e missões começa a ser vista com novos olhos e atrair desenvolvimento e levar nossas riquezas para todo o Brasil .

Sabemos que as empresas inteligentes que tem um planejamento nunca virão se instalar em municípios sem ligação asfáltica ou transporte fluvial. O que temos para oferecer para as empresas se instalarem em Crissiumal, os outros municípios tem mais e melhores incentivos fiscais, inclusive áreas industriais entre outros atrativos que não temos em nossa região. Hoje as empresas precisam estar próximas de portos e com boa ligação asfáltica para diminuir custos com logística como é o caso de Santa Catarina. Um único navio tamanho médio transporta mais de 900 contêineres barateando consideravelmente o custo com transporte.

A criação do Grupo de Trabalho Garabi-Panambi com a finalidade de elaborar o Plano de Desenvolvimento para a Região Noroeste e Missões nas áreas de abrangência direta e indiretamente afetadas pelas construções das hidrelétricas que serão erguidas pelo Governo Federal nos municípios de Garruchos e Alecrim. O decreto de criação do GT foi publicado no dia 10 de janeiro de 2013. O Grupo tem 180 dias a partir da publicação para apresentar diagnóstico regional e termo de referência inicial. O mesmo decreto determina que em 90 dias deve ser constituído o Fórum Temporário Garabi-Panambi que utilizará os subsídios do GT para orientar o Plano de Desenvolvimento para as regiões, esclarece a chefe-adjunta da Casa Civil, Mari Perusso. DIÁLOGO COM A REGIÃO O Fórum tem a coordenação da Casa Civil e Secretaria - Executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Secdes), é composto por 26 órgãos do governo estadual tendo como convidados representantes do Governo Federal, dos municípios, dos Coredes, sindicatos e movi- mentos sociais. 

A hidrelétrica de Garabi estará localizada no limite entre a província argentina de Corrientes e o Rio Grande do Sul, abrangendo boa parte do município de Garruchos, no Brasil, e terá potência de 1.150 megawatts. Já a usina de Panambi, será mesmo contexto deste município e terá capacidade de geração elétrica um pouco menor, de 1.050 megawatts.

 “A previsão é que os estudos sejam concluídos num prazo de até 21 meses, culminando em fevereiro de 2015”, informou Cardeal. Após este prazo, serão efetuadas as licitações para as obras, previstas para iniciar no início do segundo semestre daquele ano. As duas usinas somam 2.200 MW de capacidade instalada e irão gerar 7.500 postos de trabalho diretos durante a construção. As obras levarão cinco anos para ser concluídas e terão um investimento de cerca de US$ 5,2 bilhões.

 

         Cardeal afirmou que a prioridade é a questão socioambiental, o diálogo com a comunidade e a compensação à população abrangida por estas duas usinas a serem construídas no Rio Uruguai, na divisa com a Argentina. “O Salto do Yucumã está 100% preservado, este que é o maior salto longitudinal do mundo. Perdemos muita energia com o redimensionamento do projeto, mas ganhamos pro futuro com a preservação desta beleza cênica”, afirmou o engenheiro da Eletrobrás.

Estas hidrelétricas serão erguidas pelo Governo Federal nos municípios de Garruchos e Alecrim, localizados na região Noroeste e Missões. O governo gaúcho formou este GT para minimizar impactos ambientais e potencializar os benefícios econômicos e sociais que as atividades relacionadas à construção do complexo hidrelétrico poderão proporcionar.

“Fico muito feliz em ver a forma como o Governo do RS está preocupado prioritariamente com as questões socioambientais e se colocando à disposição numa parceria, para que tenhamos um empreendimento que seja socialmente justo, ambientalmente correto e que economicamente dê frutos para o Estado, para as pessoas da região e para o Brasil”, observou Cardeal, que atua no setor elétrico há mais de 30 anos. São mais de 900 usinas no país, gerando 80% da energia elétrica nacional.

O coordenador executivo do Grupo de Trabalho Panambi/Garabi, Renê Ribeiro, ressalta que o plano de desenvolvimento será viabilizado em parceria do governo do RS, Eletrobrás e Casa Civil da Presidência da República e será uma importante ferramenta de desenvolvimento para a região.

Entrevista com Valter Luiz Cardeal de Souza

- Qual o cronograma para o projeto Garabi-Panambi e o que ele representa?

Nos próximos 21 meses, teremos o desenvolvimento de todos os estudos de impacto ambiental, estudos de meio ambiente, de viabilidade técnica e do componente socioambiental, que é importantíssimo e prioritário.  A obra inicia após esta fase e será concluída em no máximo cinco anos, pela evolução na forma de construir obras de grande porte como esta.

Estas duas usinas formam um complexo que gerará 2.200 megawatts. O RS tem uma carga aproximada de seis mil megawatts e este projeto será uma âncora para o desenvolvimento da região com certeza. Mais do que isso é energia limpa, renovável e perene.

 

- Qual o investimento do governo federal neste empreendimento energético e qual é a prioridade?

É um projeto de mais de R$ 12 bilhões. O Brasil é especialista em construção de hidrelétricas, é o número um no planeta em construção com o comprometimento e a responsabilidade socioambiental. Primamos por estas questões de compensações, mitigações.

 

- Quantas pessoas serão atingidas por este empreendimento?

São poucas comparadas com outras obras. Não chega a duas mil pessoas na cidade e três mil pessoas no campo. É uma obra de pequeno impacto. Todas serão respeitadas e terão todos seus direitos atendidos.

 

- Quais os impactos na área geográfica do entorno?

Do ponto de vista ambiental a preservação é prioritária sob todos os pontos. Se você tem conhecimento prévio do bioma e da biodiversidade local, obviamente vai primar para atingir o item ambiental da menor forma possível, para que o impacto no bioma seja o menor possível. Temos um grande conhecimento e iniciaremos agora os estudos de impacto ambiental e depois desses estudos teremos uma posição final.

Não existe projeto hidrelétrico sem impactos. Mas ao longo de tantas obras fomos qualificando as metodologias. Estamos evoluindo na forma de construção. Não se faz mais hidrelétrica como antigamente, em que se construía uma cidade para operários e esta cidade se tornava permanente e se transformava numa cidade anexa a obra e trazia muitos problemas. Hoje se constroem os alojamentos com todos os requisitos para o bem-estar e assim que a obra fica pronta, eles são desmontados. Não se deixa aí uma cidade próxima à obra, contribuindo com poluição, efluentes e também se transformando em bolsão de miséria no entorno desses empreendimentos. Isso não se deixa mais acontecer.

 

- Uma das grandes preocupações com esta obra é o Salto do Yucumã?

O Salto Yucumã está 100% preservado, este que é o maior salto longitudinal do mundo. Perdemos muita energia, mas ganhamos pro futuro com a preservação desta beleza cênica.

- Como se dará a relação com as comunidades das regiões?

Todo o ser humano que mora lá ou na abrangência do empreendimento será ouvido. Vamos manter com eles um diálogo objetivo e franco. Serão tratados com o maior respeito e dignificação. Eles fazem parte daquele processo. Nós estamos criando um impacto e temos que compensá-los, mitigá-los. Com certeza, terão toda a compensação, tanto proprietários, arrendatários, meeiros, como os moradores da parte urbana que será afetada, e que terão que ser reassentados. Todos serão ouvidos e terão as condições no mínimo melhores do que as que tem hoje, pra poder compensar.

 

- Qual a dimensão deste projeto hidrelétrico comparado com outros no país?

São dois empreendimentos estruturantes, de impacto médio comparados com outros grandes como Itaipu, Belo Monte, Tapajós e usinas do Rio Madeira. Está próximo do de Ita, também no rio Uruguai, onde temos outros empreendimentos como Machadinho e Campos Novos.

Estes projetos são importantíssimos para o país. Isto significa que a energia é limpa, renovável, perene e barata. Mantém o Brasil na vanguarda de priorizar sua matriz de energia limpa, mantém o RS também com condições muito melhores de ter essa energia.

 

- Que outras oportunidades podem surgir com as usinas nesta região de baixo dinamismo econômico?

Não é só energia. Lago é uma fonte de vida e outras atividades decorrem dele. Vamos ter a possibilidade de irrigar melhor a região, produzir mais alimentos e peixes através do lago; melhoria no transporte fluvial, controle de cheias e, por último, gerar energia.

 

- Como a população pode encarar este empreendimento do ponto de vista do desenvolvimento da região?

Erramos no passado quando se construíam hidrelétricas e não se tinha preocupação com o desenvolvimento da região. Só se pensava na hidrelétrica. Hoje a prioridade é o ser humano. Se nós vamos aproveitar esta riqueza que a natureza nos concedeu, nos oportunizou, antes da riqueza tem o ser humano. Temos que priorizar as pessoas que lá habitam. Como vamos tirar de lá energia, que ela faça acontecer, que lá se implemente um Plano de Desenvolvimento Sustentável permanente  para as pessoas que vivem lá. Desenvolvendo o que já sabem fazer de uma forma melhor, mais preparada e de forma que tenham alternativas de vida, permanecendo junto com a hidrelétrica.

- Há estimativa de envolver 7500 trabalhadores neste complexo. De que modo se pode aproveitar a mão de obra e qualificar os trabalhadores locais?

Em todos os empreendimento hidrelétricos que fazemos hoje a prioridade é o aproveitamento da mão de obra local, que chega no mínimo a 70%. Ainda mais no RS que tem nível cultural e os gaúchos sabem trabalhar. Mesmo assim teremos programa de treinamento e construção de conhecimento para esses trabalhadores, específico para aplicação na obra.

 

- Como o senhor analisa a iniciativa do Governo do Estado de criar um grupo intergovernamental para tratar deste tema e como se dará o diálogo com a comunidade?  Parabenizo o governo do estado por criar esta coordenação, preocupado com diálogo com a população. O diálogo com a população é essencial. Fico muito feliz em ver a forma como o Governo gaúcho está preocupado com as questões socioambientais e se colocando à disposição numa parceria para que tenhamos um empreendimento que seja socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente dê frutos para o estado, para as pessoas da região e para o Brasil.

Fica a pergunta para os nossos jovens: O que temos de futuro numa região esquecida pelo Governo Federal? E quando temos a oportunidade ainda lutamos contra o desenvolvimento! Ou devemos perder nossos filhos para os outros rincões das cidades grandes?

 

"Olhe mais longe do que seus olhos podem enchergar"!

*¹ "Demagogia é um termo de origem grega que significa "arte ou poder de conduzir o povo". É uma forma de atuação política na qual existe um claro interesse em manipular ou agradar a massa popular, incluindo promessas que muito provavelmente não serão realizadas, visando apenas a conquista do poder político."

Fonte: TopSul Notícias

Post. Eloídes Nunes.

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