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CULTURA DA MÚSICA: Está explicado por que o Iron Maiden bate cartão no Brasil: Pirataria

26/12/2013 17:14

Não é de hoje que nós sabemos que a revolução digital no cenário musical tirou o dinheiro fácil não só de todas as gravadoras, que ainda pensam como no século 19 e acabaram sendo boa parte responsável pela ascensão da indústria do copyright, que vira e mexe prejudica o consumidor final, isso quando não tenta educar as crianças desde cedo. E é claro, a forma arcaica de pensamento dos executivos já nos proporcionou alguns momentos hilários de tão absurdos.

Os músicos também perderam bastante. Com a diminuição drástica da venda de álbuns e singles, quem não aderiu à distribuição digital (leia-se pagar a parte da Apple no iTunes) foi vendo o dinheiro fugir pelo ladrão. Os membros do Iron Maiden sentiram a fuga de capital ao longo dos anos na pele, e resolveram contra-atacar de forma diferente da indústria. Ao invés de mandar o Eddie decapitar todos os que baixam suas músicas ilegalmente, os músicos resolveram investir naquilo que fazem de melhor: shows.

Que o baixista, fundador da banda e dono da bola Steve Harris ama dinheiro, todo fã da Donzela de Ferro sabe. Esse foi o principal motivo que o levou a abaixar a cabeça e chamar Bruce Dickinson (e por tabela o guitarrista Adrian Smith, que o acompanhava em sua fase solo) de volta à banda, após vários anos batendo cabeça com o péssimo Blaze Bailey. Quase tão grande quanto seu amor por grana é o por fazer shows. Para amenizar a perda de dinheiro com a pirataria, ele juntamente com os outros membros monitoram sua popularidade na internet através da ferramenta Musicmetric, que analisa a indústria da música de acordo com sua popularidade nas redes sociais e o tráfego de dados relacionados via BitTorrent. Com esses dados em mãos fica extremamente simples para qualquer banda saber em que lugar suas músicas são mais pirateadas.

O Iron utiliza o Musicmetric para determinar os rumos de suas turnês. Os países que mais compartilham suas músicas de forma ilegal acabam sendo “premiados” com mais shows, como forma de capitalizar uma graninha dos fãs que deveriam estar comprando suas músicas. E a essa altura do campeonato você já percebeu a relação entre isso e o fato da banda vir praticamente todos os anos ao Brasil.

Sem muita surpresa, a ferramenta nos colocou no topo da lista dos países que mais pirateiam as músicas do Iron Maiden, o que até compreensível dado o enorme número de headbangers brasileiros (o país também está entre os que contam com mais seguidores da banda nas redes sociais). As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba estão entre as cinco primeiras cidades. Além do Brasil Chile, Venezuela, Colômbia e México estão entre os dez países que mais fazem downloads ilegais, e ao invés de mandar os advogados a banda se desloca para levar um show grandioso para seus fãs.

De acordo com Gregory Mead, diretor e co-fundador da Musicmetric as bandas podem decidir fazer qualquer coisa com esses dados nas mãos, mas ele mais de uma recomenda que elas deveriam fazer shows nos locais onde são mais copiados. Os números não mentem: o show do Iron em São Paulo no ano de 2008 rendeu US$ 2,5 milhões. E por fim, esse posicionamento mais amigável acaba atraindo mais fãs, que lotam mais seus shows e consequentemente, geram mais dinheiro.

Portanto fica a lição de Bruce Dickinson (que estará na Campus Party falando sobre empreendedorismo) e cia aos músicos: ao invés de descerem o martelo levem o show até os fãs, pois a emoção de ver seus ídolos ao vivo ainda não pode ser baixada pela internet.

 

Fonte: MEIOBIT.COM

Post. Eloídes Nunes.

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