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AGRICULTURA: Gabiroba, fruto nativo do cerrado, como alimento rico em compostos benéficos à saúde humana

03/12/2013 08:56

Pesquisadores da Faculdade de Nutrição e da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás publicaram um artigo científico na Revista Brasileira de Fruticultura, volume 35, número 3, no ano de 2013, sobre a qualidade nutricional da polpa e do resíduo (casca e semente) de gabiroba nativa do Cerrado Goiano.

imagem ilistrativa da Gabiroba.


A gabiroba (Campomanesia adamantium (Cambess.) O. Berg), também conhecida como guabiroba, guabiroba-do-campo e guavira, pertence à família Myrtaceae, que inclui 130 gêneros e cerca de 4000 espécies. A gabirobeira é de ampla distribuição no Cerrado e pode ser encontrada em vários estados brasileiros, com maior concentração no estado de Goiás. O seu período de frutificação ocorre de setembro a dezembro, podendo se estender até fevereiro. Apesar da pouca exploração industrial e comercial da gabiroba, seus frutos são bastante consumidos pelas comunidades da região. Na medicina popular, folhas e frutos de gabirobeira são utilizados para o tratamento de doenças inflamatórias e perda de peso.

Em geral, as partes não comestíveis de frutas e hortaliças, como cascas e sementes, são descartadas, gerando grandes quantidades de lixo orgânico. Evidências científicas mostram que esses resíduos podem ser fontes importantes de nutrientes e compostos bioativos. O estudo teve o objetivo de analisar a composição em nutrientes (umidade, proteína, lipídios, fibras e minerais), o teor de compostos fenólicos e a capacidade antioxidante da polpa e do resíduo (casca e semente) de gabiroba.

A polpa e o resíduo de gabiroba possuem conteúdo elevado de umidade, baixo teor calórico e alta concentração de fibra alimentar, constituindo-se em um alimento que pode reduzir os níveis de triglicerídeos (gordura) e glicose (açúcar) no sangue. Além disso, essas duas frações da gabiroba apresentam um teor considerável de ferro, mineral essencial para o funcionamento do organismo dos seres humanos, pois atua na produção de células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todo o corpo.

A polpa e o resíduo de gabiroba também são alimentos ricos em compostos fenólicos e possuem uma elevada capacidade antioxidante. No organismo humano, os compostos fenólicos atuam na eliminação de radicais livres e na proteção de antioxidantes alimentares, como as vitaminas C e E, promovendo benefícios adicionais à saúde.

Entretanto, a presença de fatores antinutricionais e de compostos tóxicos, principalmente no resíduo (casca e semente), precisa ser avaliada para permitir o aproveitamento integral da gabiroba na dieta humana, na elaboração de produtos derivados, e sua possível aplicação no setor farmacêutico. Desde que esses fatores sejam avaliados, sugere-se a inserção da gabiroba na alimentação, uma vez que pode ser considerada fonte relevante de antioxidantes naturais.

Diante das perspectivas promissoras para exploração dessa espécie, estudos agronômicos têm contemplado a gabiroba para promover o seu cultivo em escala comercial (domesticação).

Este estudo foi desenvolvido com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).

 
FONTE: Toda Fruta 
Post. Eloídes Nunes.

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