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AGRICULTURA: Confirmação no Rio Grande do Sul da lagarta Helicoverpa armigera que ataca a soja alerta para cuidados extras na lavoura - RS

01/12/2013 17:00

Emater, Embrapa e Secretaria da Agricultura vão instalar, nos próximos dias, armadilhas para monitorar a presença da lagarta na lavoura.

Com a confirmação de presença da Helicoverpa armigera pelas lavouras do Rio Grande do Sul na safra passada (período em que houve prejuízo estimado em R$ 2 bilhões em lavouras da Bahia), técnicos do governo estadual aceleraram os trabalhos para monitorar e reduzir a possibilidade de perdas no Estado.

 
Emater, Embrapa e Secretaria da Agricultura vão instalar, nos próximos dias,armadilhas para monitorar a presença da lagarta na lavoura. Serão 45 unidades espalhados por 35 municípios. Fornecido por uma empresa de São Paulo, o “equipamento” é similar a uma casinha de papel, com base, que fica pendurada a 1,5 metro do solo.
 
– A decisão por esse trabalho foi tomada antes da confirmação da helicoverpa no Estado – diz Alencar Rugeri, engenheiro agrônomo da Emater.
 
Fora das lavouras escolhidas pelos técnicos do Estado, o produtor pode, individualmente, adquirir a armadilha. É recomendado, porém, contar com a orientação de um agrônomo ou técnico agrícola e o contato com os órgãos de assistência técnica rural.
 
Mesmo com o movimento para seguir os passos da Helicoverpa armigera, representantes do governo estadual alertam para que a ação não seja interpretada pelo produtor como motivo de preocupação extrema. A recomendação ainda está longe da aplicação de defensivos e passa pela retomada de ações simples na lavoura, como o uso do pano de batida e o monitoramento.
 
– Em função de algumas tecnologias, como a transgenia e o glifosato, o produtor se afastou um pouco da lavoura – comenta Rugeri.
 
Uma das medidas do governo federal para contornar o problema foi permitir a importação de produtos com benzoato de emamectina – substância não autorizada no Brasil e proibida em diversos países. O uso, porém, é para áreas com estado de emergência fitossanitária decretada, caso de Mato Grosso, Bahia, Goiás e parte de Minas Gerais.
 
De acordo com o gerente da Divisão de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, José Candido Motta, existe pressão por parte de comerciantes e revendedores para que seja liberada a venda do produto no Estado:
 
– Dificilmente vamos decretar estado de emergência fitossanitária.
 
Conforme Motta, as características das lavouras gaúchas, de áreas menos extensas e contínuas quando comparadas com as do Centro-Oeste, aliadas ao frio, à existência de campos nativos e ao plantio de outras culturas dificultam o acesso da lagarta.
 
As armas do produtor
 
Monitoramento é uma das principais ferramentas dos agricultores gaúchos para evitar a praga que ataca a soja.
Pano de batida

 

– É um método tradicional para detectar presença de pragas, mas atualmente pouco utilizado com o avanço dos defensivos.

– Consiste em um pano branco, de dimensão média de um metro quadrado e colocado no chão, entre duas faixas de cultivo de soja. Depois, o produtor deve agitar as plantas com as mãos para que as lagartas caiam no pano, onde são medidas e contadas.

– Em uma área de 20 hectares, por exemplo, a recomendação é fazer a batida em até oito áreas amostrais toda a semana. Uso dessa ferramenta está sendo estimulado.

– É importante observar sempre o andamento dos trabalhos na lavoura e não se recomenda o uso preventivo de defensivos.

– A aplicação do produto deve ocorrer apenas quando a população de pragas atingir o nível de ação recomendado. No caso da helicoverpa, a aplicação de defensivos só é sugerida quando forem encontradas quatro lagartas com no mínimo 1,5 cm por metro quadrado na fase vegetativa do desenvolvimento.

A armadilha de feromônio

– O “equipamento” é similar a uma casinha de papel, com uma base, que fica pendurada a 1,5 metro do solo. Para chamar a atenção dos adultos machos das mariposas, pelos quais é possível detectar a presença da lagarta, são usadas pastilhas de feromônio, hormônio liberado pelas fêmeas da espécie.

–  Atraídos, os machos pousam e não conseguem sair, devido ao piso colante usado na armadilha. Com monitoramento semanal, os adultos machos capturados na armadilha serão enviados para análise em laboratório da Capital. O resultado deve ser entregue dentro de uma semana.

–  O material completo para montagem custa aproximadamente R$ 230 e é composto por 10 armadilhas, 10 pisos adesivos e pastilhas do hormônio.

–  A armadilha deve ser trocada a cada 30 dias.

Onde deverão ser instaladas:

Secretaria da Agricultura: Santa Rosa, Passo Fundo, Erechim, Bossoroca, Arroio dos Ratos, Santo Ângelo, Rosário do Sul, Pelotas, Vacaria e São Borja.

Emater: Ainda não definidos. Serão espalhados em municípios de cada uma das 12 regionais do órgão (Bagé, Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade).

 

Fonte: Zero Hora/ Campo e Lavoura

Post. Eloídes Nunes.

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